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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

MÉDIUNS

Consoando o ensino de Allan Kardec, os médiuns apresentam variedades nas suas aptidões, tornandoos mais ou menos proprios para obtenção de tal ou tal fenomeno ou genero de comunicação.  Divididos em duas grandes categorias: Médiuns de efeitos físicos, tem o poder de  provocar efeitos materiais ou manifestações ostensivas. Médiuns de efeitos intelectuais, são mais aptos a receber e transmitir comunicações inteligentes. Analizando os diferentes fenomenos produzidos sob influencia mediunica, percebe-se que em todos, há um efeito físico e quase sempre, aos efeitos fisicos se alia um efeito inteligente, isso, muitas das vezes,(sem apresentar nenhuma consequencia) dificulta o limite entre os dois efeitos.

MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS.
De acordo com a classificação adotada por Kardec, os principais médiuns de efeitos físicos são:
Médiuns tipólogos: aqueles pela influência dos quais se produzem os ruídos, as pancadas. Variedade muito comum, com ou sem intervenção da vontade.
Médiuns motores: os que produzem o movimento dos corpos inertes.
Médiuns de translações e de suspensões: os que produzem a translaçãoaérea e a suspensão dos corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Entre eles há os que podem elevar-se a si mesmos.
Médiuns de efeitos musicais: provocam a execução de composições, em certos instrumentos de música, sem contato com estes.
Médiuns de aparições: (o mesmo que médiuns de materializações) os que podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visiveis para os assistentes.
Médiuns de transporte: os que podem servir de auxiliares aos Espiritos para o transporte de objetos materiais. Variedade dos médiuns motores e de translações.
Médiuns pneumatógrsfos: os que obtêm a escrita direta> Conforme seja maior ou menor o poder do médium, obtêm-se simples traços, sinais, letras, palavras, frases e mesmo páginas inteiras. Basta de ordinário colocar uma folha de papel dobrado num lugar qualquer, ou indicado pelos Espiritos, durante dez minutos, ou um quarto de hora, às vezes mais.
Médiuns curadores: a mediunidade desta espécie, consiste na faculdade que certas pessoas possuem de curar pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o concurso de qualquer medicamento. Semelhante faculdade incontestavelmente tem o seu principio na força magnetica; difere desta, entretanto, pela energia e instantaneidade da ação, ao passo que as curas magnéticas exigem um tratamento metódico, mais ou menos longo. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, se sabem proceder convenientemente; dispõem da ciência que adquiriram. Nos médiuns curadores, a faculdade é espontânea e alguns a possuem sem nunca ter ouvido falar em magnetismo.

MÉDIUNS DE EFEITOS INTELEQUITUAIS
A classificação adotada por Kardec é a seguinte:
Médiuns audientes: ouvem os Espiritos; é, algumas vezes, como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutra vezes é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa encanada. Os médiuns audientes também podem converçar com os Espiritos. Quando se habituam a comunicar-se co certos Espiritos, eles o reconhecem imediatamente pelo som da voz.
Médiuns falantes: (o mesmo que psicofônicos) Os médiuns audientes, que nada mais fazem que transmitir o que ouvem, não são propriamente médiuns falantes, os quais as mais das vezes ouvem. Com eles o Espirito atua sobre os órgãos da palavra, como atua sobre a mão das  dos médiuns escreventes. Em geral, o médiun falante se exprime sem ter conciência do que diz e diz amiúde coisas inteiramente fora do âmbito de sua idéias habituais, de seus conhecimentos e, até fora do alcance da sua inteligência. Não é raro verem-se pessoas iletradas e de inteligência vulgar expressar-se, em tais momentos, com verdadeira eloquência e tratar com incontestavel superioridade, de quetões sobre as quais seriam incapazes de emitir, no estado ordinário, uma opinião. Sebem esteja perfeitamente acordado quado exerce a sua faculdade, raro que o médiun falate guarde lembrança do que disse. Nem sempre, porém, é integral sua passividade. Alguns há que têm intuição do que dizem , no próprio instante em que proferem as palavras.
Médiuns videntes: Dá-se esta qualificação às pessoas que, em estado normal e perfeitamente despertas, gozam da faculdade de ver os Espiritos. A possibilidade de ve-los em sonho resulta, sem contestação, de um especie de mediunidade, mas não são médiuns videntes, propriamente dito.
Médiuns Sonambúlicos: Pode-se considerar o sonambulismo como uma variedade da faculdade mediúnica, ou, antes, são duas ordens de fenômenos que frequentemente se encontram ligados. O sonâmbulo age sobre a influência do seu próprio Espirito; sua própria alma é que, em momento de emancipação, vê, ouve, e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele exprime haure-o de si mesmo; suas idéias são, em geral, mais justas do que no seu estado normal, mais extensos os seus conhecimentos, porque livre se lhe acha a alma. Ele vive antecipadamente a vida dos Espiritos. Enquanto que o médium, ao contrario, é instrumento de uma inteligência estranha; de certo, o sonâmbulo externa seus próprios pensamentos e o médium exprime os de outrem.  
Médiuns inspirados: Nestes, muito menos aparentes são do que nos outros os sinais exteriores da mediunidade; é toda intelectual e moral a ação exercida pelos Espiritos sobre eles e se revela nas menores circunstâncias da vida como nas maiores concepções. Sobretudo debaixo desse aspecto é qu se pode dizer que todos são médiuns, porquanto niguém há que não tenha Espiritos protetores e familiares a empregar todos os esforços por lhe sugerir salutares idéias. No inspirado, dificil muitas vezes se torna distinguir as idéias que lhe são próprias do que lhe é sugerida. A espontaneidade é principalmente o que caracterisa esta última. A  inspiração é eviênciadanos grandes trabalhos da inteligência. Os homens de gênio, de todas as ategorias, artistas, sábios, literatos, oradores, são sem dúvida Espiritos a
diantados, capazes por si mesmos, de compreender e conhecer grandes coisas; ora, precisamente porque são considerados capazes, é  que os Espiritos que visam à execução de certos trabalhos lhes sugerem as idéias necessárias, de sorte que na maioria dos casos eles são médiuns sem o saberem. Tem vaga intuição de uma assistência estranha, porquanto aquele que apela para a inspiração nada mais faz do que umaevocação.
Mediuns de presentimentos: Pessoas há que, em dadas circunstâncias, têm uma imprecisa intuição das coisas futuras. Essa intuição pode provir de uma espécie de dupla vista, que faculta se entrevejam as consequências das coisas presentes; mas, doutras vezes, resulta de comunicações ocultas, que fazem de tais pessoas uma variedade dos médiuns inspirados.
Médiuns proféticos: É igualmente uma variedade dos médiuns inspirados. Recebem, com a permissão de Deus e com mais precisão do que os médiuns de pressentimentos, a revelação das coisas futuras, de interesse geral, que eles recebem o encargo de tornar conheidas aos homens, para lhes servir de ensinamento. De certo modo, o pressentimento é dado a maioria dos homens, para uso pessoal deles.; o dom da profecia, ao contrario é excepcional e implica a idéia de uma missão na terra.
Médiuns extáticos: os que em estado de êxtase, recebem revelações da parte dos Espiritos.
Médiuns pintores: (o mesmo que pictógrafos ou desenistas ): os que pintam ou desenham sob a influênia dos Espiritos. Falamos dos que obtêm trabalhos sérios, visto não se podar dar esse nome a certos médiuns que Espiritos zombeteiros levam a fazer coisas grotescas, que desabonariam o mais atrazado estudante.
Médiuns músicos: Os que executam, compôem, ou escrevem músicas, sob a influência dos Espiritos. há médiuns  músicos, mecânicos, semimecânicos, intuitivos e inspirados, como os há para as comunicações literárias.
Dentre os médiuns de efeitos intelectuais, Krdec destaca pela sua importância à época da elaboração da Codificação Espirita, os escreventes ou psicógrafos, classificando-os segundo o modo de execução, segundo o desenvolvimento da fauldade, segundo o gênero e a particularidade das comunicações, segundo as qualidades físicas do médium e segundo as qualidades morais do médium, conforme se encontra nos itens 191 a 195 do cap. 16 da segunda parte do livro dos mediuns. Veremos aqui as principais característica dos médiuns psicógrafos, considerando-se tão somente o modo de execuão da sua faculdade, por apresentarem essas características os traços mais relevantes para a sua identificação.
A denominação de médiun psicográfo é dada a pessoas que escrevem sob a influência dos Espíritos. Assim como um Espirito pode atuar sobre os órgãos vocais de uma méduim falante e fazê-lo pronunciara palavras, também pode servir-se da sua mão para fazê-lo escrever. A mediunidade psicográfica apresenta três variedades bem distintas: os médiuns mecânicos, os intuitivos e os semi-mecanicos. Com o médium mecânico, o Espirito lhe atua diretamente sobre a mão, impulsionando-a. O que caracteriza este gênero de mediunidade é a inconciência absoluta por parte do medium, do que sua mão escreve. o movimento da mão independe da vontade de escrever. Com o médium intuitivo, a transmissão do pesamento serve de intermediário o Espirito do médium. O outro Espirito, nesse caso, não atua sobre a mão para movê-la, atua sobre a alma, identificando-se com ela e imprimindo-lhe sua vontade e suas idéias.
Nesta situação, o médium escreve voluntáriamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. Torna-se frequentemente dificil distinguir o pensamento do médium do que lhe é sugerido, o que leva muitos médiuns deste gênero a duvidar da sua faculdade.Podem reconhecer-se os pensamentos sugeridos pelo fato de não serem nunca preconcebidos; eles surgem a proporção que o médium vai escrevendo e não raros são opostos a idéia que este preveamente concebera. Podem mesmo estar  fora dos conhecimentos e da capacidade do médium. Ha grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração; a diferença consiste em que a primeira se restringe quase sempre a questões de atualidade e pode aplicar-se ao que esteja fora das capacidades intelectuais do médium; por intuição pode este ultimo tratar de um assunto que lhe seja completamente estranho. A inspiração se estende por um campo mais vasto e geralmente vem em auxilio das capacidades e preocupações do Espirito encarnado. Os traços da mediunidade são, de regra, menos evidentes.
O médium semimecânicoou semi-intuitivo, participados outros dois gêneros. No médium puramente mecânico, o movimento da mão independe da sua vontade; no intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O semimecanico sente na mão uma impulsão dada malgrado seu, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, a medida que as palavras se formam. Com o primeiro, o pensamento vem depois do ato de escrever; com o segundo, precede-o; com o terceiro acompanha-o.
Finalmente, Kardec inclui, ainda entre os médiuns psicógrafos, os seguintes:
Médiuns polígrafos:  aqueles cuja escrita muda com o espirito que se comunica, ou apto a reproduzir a escrita que o Espirito tinha em vida.
Médiuns poliglotas: (o mesmo que méduins de xenoglossia) os que tem a faculdade de escrever (podem tais mediuns tambem falar), em limguas que lhes são desconhecidas.
Médiuns iletrdos: os que escrevem, como médiuns sem saberem ler, nemescrever no estado ordinário.
Do livro: Estudo Sistematizado da Doutrina Espirita; Programa complementar tomo único (Pags.215 a 219)

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